terça-feira, 25 de outubro de 2011
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
Lembranças, que lembrais meu bem passado
Lembranças, que lembrais meu bem passado,
Pera que sinta mais o mal presente,
Deixai-me, se quereis, viver contente,
Não me deixeis morrer em tal estado.
Mas se também de tudo está ordenado
Viver, como se vê, tão descontente,
Venha, se vier, o bem por acidente,
E dê a morte fim a meu cuidado.
Que muito melhor é perder a vida,
Perdendo-se as lembranças da memória,
Pois fazem tanto dano ao pensamento.
Assim que nada perde quem perdida
A esperança traz de sua glória,
Se esta vida há-de ser sempre em tormento.
Luís Vaz de Camões
"Vejo-a na alma pintada,
Quando me pede o desejo
O natural que não vejo."
Se só no ver puramente
Me transformei no que vi,
De vista tão excelente
Mal poderei ser ausente,
Enquanto o não for de mi.
Porque a alma namorada
A traz tão bem debuxada
E a memória tanto voa,
Que, se a não vejo em pessoa,
"Vejo-a na alma pintada."
O desejo, que se estende
Ao que menos se concede,
Sobre vós pede e pretende,
Como o doente que pede
O que mais se lhe defende.
Eu, que em ausência vos vejo,
Tenho piedade e pejo
De me ver tão pobre estar,
Que então não tenho que dar,
"Quando me pede o desejo."
Como àquele que cegou
É cousa vista e notória,
Que a Natureza ordenou
Que se lhe dobre em memória
O que em vista lhe faltou,
Assim a mim, que não rejo
Os olhos ao que desejo,
Na memória e na firmeza
Me concede a Natureza
"O natural que não vejo."
Luís de Camões
Dele não se conhecem os antepassados, mas mercês e armas a ele outorgadas passaram a seus descendentes. Seu irmão foi Diogo Dias. Há quem o diga[quem?] descendente de Dinis Dias escudeiro de D. João I e como navegador descobrira Cabo Verde em 1445. Ignora-se onde e quando nasceu, no entanto alguns historiadores sustentam ter ele nascido em Mirandela, Trás-os-Montes. Sobre a sua família sabe-se apenas que um parente Dinis Dias e Fernandes, na década de 1440 terá comandado expedições marítimas ao longo da costa do Norte de África, tendo visitado as ilhas de Cabo Verde.
Na sua juventude terá frequentado as aulas de Matemática e Astronomia na Universidade de Lisboa[carece de fontes?] e serviu na fortaleza de São Jorge da Mina. Estava habilitado quer a determinar as coordenadas de um local, quer a enfrentar tempestades e calmarias como as do Golfo da Guiné.
Em 1486, D. João II confiou-lhe o comando de duas caravelas e de uma naveta de mantimentos com o intuito público de saber notícias do Preste João. Ao comando da caravela S. Pantaleão estava João Infante. O propósito não declarado da expedição seria investigar a verdadeira extensão para Sul das costas do continente africano, de forma a avaliar a possibilidade de um caminho marítimo para a Índia. Porém antes disso, capitaneara um navio na expedição de Diogo de Azambuja ao Golfo da Guiné.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Torre de belem

A Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos da cidade de Lisboa. Localiza-se na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém. Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme.
O monumento se destaca pelo nacionalismo implícito, visto que é todo rodeado por decorações do Brasão de armas de Portugal, incluindo inscrições de cruzes da Ordem de Cristo nas janelas de baluarte; tais características remetem principalmente à arquitetura típica de uma época em que o país era uma potência global (a do início da Idade Moderna).
Classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1983, foi eleita como uma das sete maravilhas de Portugal em 7 de julho de 2007.
João Gonçalves é do homem cujo o nome está relacionado a história da Madeira, foi o marinheiro que descobriu o conjunto das Ilhas em 1419. No mesmo século XV, as ilhas começaram a ser colonizadas e a trabalhar na agricultura. A origem do vulcão e alguns incendios fizeram desta terra um lugar fértil onde se pode cultivar a cana-de-açúcar e a uva.
Cristovão Colombo também estabeleceu um relacionamento com esta Ilha, antes do descobrimento da América, Colombo passou por aquí que anos depois voltou e passou a residir na Ilha.
No século XVI, surgiram vários ataques de piratas ingleses e franceses que acediaram a ilha em várias ocasions.A Ilha do Funchal foi a mais acediada.
Ainda no mesmo século, Felipe II de Espanha se proclamou Rei de Portugal, pelo que Madeira passa a fazer parte do Império Espanhol durante quase um século até que Carlos II de Inglaterra se junta a ilha.
No século XIX as coisas não correram muito bem, as doenças tanto em pessoas como em plantas provocaram uma devastação das plantações. No século XX, durante a I Guerra Mundial, a Ilha Do Funchal foi bombardeada pelos Alemães.
Depois da II Guerra Mundial a região da Madeira começa a expandir o turismo como fonte de ingresso.
A descoberta da Madeira e dos Açores!...

A ilha da Madeira, a maior e mais importante do arquipélago do mesmo nome, fica a 1050 Km de Lisboa, a cerca de 17º de longitude e 33º de latitude.
O arquipélago é formado por esta ilha, pela de Porto Santo, por dois grupos de pequenas ilhas: três Desertas e duas Selvagens, e ainda por alguns ilhéus. A Madeira tem uma área de 766 Km2 (58 Km de comprimento por 24 Km de largura média) e Porto Santo tem uma área de 50 Km2, sendo as duas únicas ilhas com condições e dimensões para serem habitadas.
João Gonçalves Zarco foi o comandante da expedição que, ao serviço do Infante D. Henrique, "descobriu" o Porto Santo em 1418 e a Madeira em 1419. Nesta viagem foram companheiros de Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo.
Em criança visitei o Funchal e recordo um passeio nestes carros de cesto muito típicos da cidade e que fazem as delícias dos turistas.
Margarida Castanho
Patricia Trindade
A descoberta da ilha da Madeira e dos Açores
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